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A revolução digital e os jornais

em:22 de janeiro de 2009
Já não é mais o jornal tradicional uma das principais fontes de notícias nacionais e internacionais, é o que indica uma pesquisa realizada em dezembro do ano passado com 1500 adultos dos EUA. Abaixo podemos ver o gráfico que mostra que a TV é ainda o meio mais popular de se obter notícias, devido a sua simplicidade e comodidade, em segundo lugar já aparece a Internet, que vem de um forte crescimento desde 2001:
E o que mudou de 2001 pra cá ? A Internet amadureceu bastante o seu modelo e passou a ser uma plataforma mais flexível. Houve o surgimento do RSS, grande fonte de notícias hoje, onde se pode saber das atualizações de várias fontes de jornais, blogs e sites, sem a necessidade de visitar a página. O RSS também facilitou a distribuição de conteúdo, dado que quando há uma atualização todos os leitores a recebem. Também ficou mais simples adicionar conteúdo na web, hoje é possível até mesmo via celular ou email colocar novas informações em um site.

Outro grande impacto que impulsionou a Internet é a quantidade de usuários conectados e o tempo que passam conectado. Com o aumento de ambos, o público torna-se maior e a possibilidade de distribuição boca a boca também aumenta. Ferramentas redes sociais como Twitter , Orkut e MySpace fazem com que as novidades se espalhem de forma nunca antes vista.

Dada essa mudança no “jogo”, os grandes jornais começam a se adaptar, distribuindo e criando conteúdo “aos moldes da Internet”. Vejam algumas mudanças, retiradas do Read Write Web:

  • 75% dos jornais aceitam comentários nos artigos, contra 33% em 2007.
  • 100% de adoção de RSS.
  • 92% dos jornais incluem botões para redes sociais de favoritos como delicious e digg, contra 7% em 2006.

  • O número de sites que requeriam registro para acessar mais conteúdo cai para 11%.
Os jornais passaram a ter um novo modelo de distribuição e de interação com os leitores, uma relação muito mais próxima e rápida para os dois lados, os leitores podem dar a sua opinião via comentários e receber as notícias de forma rápida e cômoda via RSS, além de poder distribuir entre os amigos via delicious, digg, twitter, orkut e outros.
O último ponto é a chave para o fim desse artigo e para o começo de outros que irão falar sobre a revolução digital em outros meios como tv, música e filmes. O ponto é que não se deve cobrar por conteúdo, a partir do momento que a informação passa a ser digital ela tem um grande poder de disseminação, fica difícil controlar a sua propagação. Quem continuar apostando em cobrar por conteúdo não terá um futuro promissor, pois haverão meios abertos e gratuitos de se obter notícias e informações. Os veículos mudam e os modelos de negócio também, que for perspicaz irá aproveitar a oportunidade da mudança. Quem continuar com o mesmo modelo, boa sorte.