O objetivo desse post é criar um debate sobre esse tema que vez por outra aparece. Mostrarei primeiro o meu ponto de vista e depois espero a colaboração dos leitores com uma discussão, enriquecendo o debate expondo as suas opiniões.
Pensamento local
Acredito que essa seja a grande falha e por isso coloco em primeiro ponto. As idéias que surgem, muitas vezes, são do tipo um site que ajuda a entrega de pizza em Recife. A idéia pode até ser boa, mas provavelmente não terá escala se continuar desse modo, começar com uma visão mais ampla ou ter em mente o crescimento poderia ajudar nesse caso.
As vezes são detalhes simples que torna uma idéia global, uma tradução para outra língua é um ótimo exemplo. Já em outros casos é necessário planejamento, visão e parcerias para que o negócio tenha uma expansão.
Pensamento local
Acredito que essa seja a grande falha e por isso coloco em primeiro ponto. As idéias que surgem, muitas vezes, são do tipo um site que ajuda a entrega de pizza em Recife. A idéia pode até ser boa, mas provavelmente não terá escala se continuar desse modo, começar com uma visão mais ampla ou ter em mente o crescimento poderia ajudar nesse caso.
As vezes são detalhes simples que torna uma idéia global, uma tradução para outra língua é um ótimo exemplo. Já em outros casos é necessário planejamento, visão e parcerias para que o negócio tenha uma expansão.
Erros
Muitas vezes as pessoas tem medo de errar ou de se arriscar a errar achando que sua idéia é péssima, já foram mostradas aqui várias idéias aparentemente idiotas que deram certo. Não quer dizer que qualquer coisa irá dar certo, mas que muitas vezes boas idéias ficam apenas nas cabeças das pessoas.
Outra questão referente aos erros é errar o mais cedo possível e aprender com esses erros. Praticamente todos os sites que fazem sucesso hoje passaram por grandes modificações e evoluções, aprenda com os erros que você cometeu e escute os usuários para sempre melhorar a sua idéia.
Outra questão referente aos erros é errar o mais cedo possível e aprender com esses erros. Praticamente todos os sites que fazem sucesso hoje passaram por grandes modificações e evoluções, aprenda com os erros que você cometeu e escute os usuários para sempre melhorar a sua idéia.
Se for copiar, copie direito
Vários sites que surgem no Brasil muitas vezes são cópias literais de outra idéia já existente, a lista web2.0 Brasil não mente, são poucos os exemplos que inovaram de alguma maneira. Você pode até entrar para concorrer no mercado, mas saiba olhar para os concorrentes, analisar os seus pontos fortes e fracos para fazer algo que seja relevante.
Hoje esses são os pontos mais relevantes que considero, outras visões podem ser encontradas no Blog do Hummel, Pythonologia, Leonardo Bighi.
Nesse post foi colocado uma opinião, irei coletar dados e trazer em outros posts com o objetivo de ter uma discussão mais fundamentada.
Espero a colaboração de vocês, com suas opiniões nos comentários:
Vários sites que surgem no Brasil muitas vezes são cópias literais de outra idéia já existente, a lista web2.0 Brasil não mente, são poucos os exemplos que inovaram de alguma maneira. Você pode até entrar para concorrer no mercado, mas saiba olhar para os concorrentes, analisar os seus pontos fortes e fracos para fazer algo que seja relevante.
Hoje esses são os pontos mais relevantes que considero, outras visões podem ser encontradas no Blog do Hummel, Pythonologia, Leonardo Bighi.
Nesse post foi colocado uma opinião, irei coletar dados e trazer em outros posts com o objetivo de ter uma discussão mais fundamentada.
Espero a colaboração de vocês, com suas opiniões nos comentários:
Veja também: |







19 de Agosto de 2008 11:57
Outro ponto que acho também é que brasileiro não acredita em sites nacionais. Se um site nacional é muito bom mas não é o "da moda" ele é esquecido no limbo.
Já criei um fotolog que misturava o fotolog.com com o orkut ( tinha comunidades e tal ), fotos ilimitadas. Fiz alguma propaganda no Brasil...
Porém só falavam que era ruim ( tinha tudo que o fotolog.net tinha e mais ). Resultado, foi o 5º site mais acessado do Chile e o 8º no uruguay ( detalhe, estava todo em português ). Foi quando traduzi e acabei vendendo!
19 de Agosto de 2008 12:18
O Rodrigo tem razão. É difícil fazer algo criativo por aqui que decole como acontece em outros países, em especial nos Estados Unidos.
De qualquer forma, vou pensar em algo porque sua proposta é interessante.
Abraços
19 de Agosto de 2008 20:33
Nao só em se tratando de internet, mas de empresas de modo geral... É uma maneira de pensar q a sociologia explica. De fato no Brasil as pessoas se esquivan de inovar, ou de serem os primeiros a fazer uma coisa, e isso está presente até mesmo em areas culturais, como literatura e teatro.
Em compensaçao, existe uma tendencia para copiar o q vem de fora, isto é, para justificar quaquer ideia q se queira implantar no Brasil, basta dizer é ela vem de fora e as pessoas dispensarao maiores explicações e aceitarao a ideia sem pensar mto a respeito e, nesse caso, o os motivos de fracasso geralmente se resumem a uma coisa só: imitamos, mas quase nunca adaptamos ideias segundo nossa realidade.
O tema q vc propôs envolve mto mais q internet e um especialista no assunto (um sociologo ou talvez um antropologo) falariam sobre isso horas a fio.
Ah, estou linkando vc no meu blog para q outras pessoas tb possam ter acesso ao seu (elas podem, nao podem?) e quem sabe vc nao linka o meu tb?
Legal seu blog, siga em frente e mto boa sorte!
19 de Agosto de 2008 21:49
@Rodrigo Borges : Podia ser que o fotolog já estivesse bem estabelecido no Brasil e nos outros países não, é difícil fazer com que o pessoal migre. Fico feliz em saber que a tradução ajudou na venda.
@João Magalhães : Pode ser que os brasileiros sejam mais receosos quanto a alguma coisa nova. Mas não acho que isso seja um dos principais problemas.
@Yellow Fox : Concordo com você e esse fator social está extremamente ligado com os dois últimos pontos que citei no post.
20 de Agosto de 2008 21:23
Opa Leandro e o pessoal todo. É bom ver discussões deste tipo.
A gente precisa movimentar os desenvolvedores. A gente tem potencial de sobre, mas não vejo gente fazendo serviços diferentes/interessantes. Não dá pra dizer que os gringos tem mais capacidade que a gente.
Qualquer programador PHP faria um Twitter ou um MySpace!
Pq não fazemos? Pra mim é principalmente falta de foco internacional.
Espero que melhoremos.
Abraço!
20 de Agosto de 2008 21:44
Caro Irmão,
agradecemos tua visita ao Blog Somos Católicos e confiamos que volte mais vezes e esteja à votnade para comentar, opinar, sugerir, criticar.
abraços,
somos católicos
20 de Agosto de 2008 22:49
@Felipe Hummel: Concordo com você, capacidade temos de sobra para fazer flickr e del.icio.us - ambos feitos por apenas um cara em PHP e vendidos por milhões
20 de Agosto de 2008 23:27
Grande Leandro como sempre belas postagens. Sobre seu artigo eu acredito que existam dois fatores muito fortes que dificultam a criação de algo inovador e genuinamente brasileiro:
1 - Medo do risco, a cultura do brasileiro é manter-se o mais cômodo possível sem correr riscos, não que não tenhamos criatividade, pelo contrário, o brasileiro é maravilhosamente criativo e versátil. Falta o empurrão para se arriscar mais.
2 - As inovações tecnológicas surgem primeiro nos países mais desenvolvidos como por exemplo Estados Unidos. Desta forma eles já estão um passo à frente na tomada de decisões.
Forte Abraço!
21 de Agosto de 2008 08:50
Eu trabalhando faz um ano e meio em cima de um site direcionado ao turismo, com ferramentas e uma personalização de navegação ainda não vistos na internet. Porém, achar pessoas que acreditem em boas idéias para contribuir com este projeto está sendo difícil. A grande maioria do pessoal de tecnologia, aqui no Brasil, prefere um emprego garantido, com seu salário e benefícios em todo final de mês, do que se arriscar a criar e a empreender. Outro fator é a falta de investidores nesse setor. Algumas idéias que poderiam dar certo internacionalmente as vezes não se concretizam porque faltou um pequeno investimento para uma tradução, manutenção, construção, despesas iniciais.. Também acho que nós ainda estamos na faze de achar todas essas inovações que acontecem constantemente lá fora maravilhosas. Ficamos deslumbrados com cada novo site. então pensamos: "Nossa , vou fazer um igual em português!" . Falta darmos aquele passo a frente, e talvez para isso precisamos amadurecer mais nossos internautas, usuários, profissionais, programadores,... Precisamos nos convencer primeiros que nossas idéias são boas, e tê-las antes que a galera lá de fora. Neste mesmo momento 10 americados, 12 chineses, 4 coreanos, 2 japoneses, e 1 brasileiro, tiveram uma mesma excelente idéia! Quem vai concretizá-la primeiro?
21 de Agosto de 2008 13:24
Concordo com você, só não concordo quanto a investimentos, não faltam investimentos, falta comunicação entre quem tem dinheiro para investir e quem está querendo investimento. Irei escrever em breve um post sobre investimento em novos negócios.
Quanto ao risco que muitos citaram, a grande oferta de cargos públicos levam as pessoas a irem para esse lado mais estável, é natural que isso ocorra.
21 de Agosto de 2008 14:16
Os brasileiros são muito inteligentes e têm capacidade de criar mta coisa de sucesso, mas infelizmente parece que eles não sabem disso!!
Brasileiros têm que começar a mostrar pra que veio!
Abs
22 de Agosto de 2008 09:26
Falo tudo,sempre penso em criar algo diferente mas vem o medo,etc.
passa la no http://sondnews.blogspot.com/
22 de Agosto de 2008 20:56
Acho que o brasileiro é muito criativo, empreendedor e tem muito potencial.
Mas o país parece estar fechado para o resto do mundo. Me explico: moro na Itália e não consigo me inscrever a um programa de afiliação como Submarino, Livraria Cultura, etc se não tiver um endereço brasileiro e uma conta corrente brasileira!
E se quiser comprar algo no Submarino brasileiro (para alguém do Brasil ou para mandar aqui para a Italia)? Também impossível se eu não tiver um cartão de crédito brasileiro!
Tudo isso é ridículo! Devem ser leis governamentais? De qualquer jeito, a internet serve para globalizar. Eu posso fazer compras em sites americanos, franceses, espanhóis, chineses sem problemas. Mas no Brasil, só se tiver cartão de crédito brasileiro. Não existe. Desse jeito é difícil ter um produto internacional...
26 de Agosto de 2008 15:11
Eu li seu artigo Leandro e concordo com ele. Inclusive acho que um dos maiores problemas é o tamanho do nosso mercado. Ele é muito grande e por esse motivo nos acomodamos e acabamos por desenvolver soluções apenas para o mercado interno.
4 de Setembro de 2008 19:57
Bem legal o post, realmente temos competência técnica e criatividade para fazer sucesso.
@Felipe Hummel: Programadores bons não faltam (okay, até faltam), mas o importante é juntar o que tem a idéia com quem executa. Desse 'casamento' que saem os bons produtos.
Conhecem o http://kindaconnected.com ?
Consiste numa junção de quatro amigos (sou um deles) para desenvolver bons produtos, tanto de projeção nacional, quanto internacional.
Boas idéias, bons desenvolvedores, bons resultados. É a receita ;)
7 de Setembro de 2008 15:44
O fato é o seguinte: para quem você pode chegar com uma idéia e pedir dinheiro?
Eu conheço gente, e.g., americanos que ficam 1, 2 anos desenvolvendo o produto, com dinheirinho no colo. No final, p produto dos caras nem deu certo. Mas eles tentaram e houve quem acreditasse.
Outra coisa é esse lance de "escala". Escala é importante. Mas outro conceito importante - e para mim, mais importante ainda - é o de "nicho." Se você, no Brasil, buscar desenvolver um produto muito especializado, as portas vão se fechar para você. Dirão que "o produto é para um nicho muito pequeno".
Agora, olhem para a economia dos EUA. O que os torna precisamente dominantes em *tudo* é que eles têm produtos para *todos* os nichos. Na totalidade da economia, ocupam todos os nichos locais e ainda *exportam* para países como o Brasil, onde ninguém acredita em "nichos", só em escala.
Assim, temos no Brasil escala gingantesca para certos produtos - têxteis, para ficar no vice-presidente do Brasil. Entretanto, produtos de altíssimo valor agregado - por exemplo, instrumentação biomédica - são quase inexistentes.
Sucede que produtos de "nicho", se não têm "escala" podem ter mais valor agregado.
São conceitos que o investidor brasileiro ainda vai ter que absorver. Além disso, a gurizada que sai da universidades com cursos de Exatas e Biomédicas nas costas vai ter que deixar de querer ter como meta na vida ser *emtpregado assalariado* para ser *patrão*, *inventor* e *empreendedor*.
Mas sem uma mãozinha dos que têm dinheiro, a coisa não anda...
7 de Setembro de 2008 15:47
@4innovationnow
A questão do salário eu expliquei: nos EUA, se você recebe dinheiro para seu projeto de um capitalista de risco, você está recebendo o equivalente a um salário para se manter, i.e., você tem dinheiro para comer, andar de carro.
Agora, é melhor trabalhar duro, ou sua fonte seca...
7 de Setembro de 2008 16:05
@Brasil na Italia
Seu exemplo do cartão de crédito nos maiores sites nacionais é "na mosca."
Veja outro exemplo: no Brasil, como pode alguém ser desenvolvedor independente de software "shareware" (aquele, baixe, instale e pague depois), ou pedir doações para uma conta num projeto de software.
A burocracia provavlemente impede. A Receita Federal te esfola vivo...Brasileiros não tem facilidade de receber pagamentos de fora. Pense nos casos de telecommuting - trabalhar em casa de seu computador, sendo contratado por alguém de fora. Outsourcing para a Índia é feito com facilidade. E para o Brasil?
Enquanto isso, temos senadores que pedem para Jesus censurar a internet pra ele (Magno Malta) ou se dedicam a projetos de controle da internet (Azeredo) e uma justiça que é capaz de bloquear o acesso ao YouTube porque uma modelo "deu" na praia pública (caso Cicarelli).
Não há a mínima clareza. Por exemplo, os senadores vão bloquear qualquer possibilididade de se criarem filtros contra pornografia infantil com softwares de aprendizado por máquina (machine learning), porque vão proibir a posse. Sem a posse das imagens, não há banco de dados e não há software para filtrar. Serão comprados de americanos...Cito esse exemplo com um caso de falta de lógica dos nossos legisladores num assunto onde a resposta parece facilmente óbiva, mas não é. Bastaria criminalizar o upload (porque a léogica indica que se foi feito o upload é porque há posse), o que não prejudicaria empresas interessadas em investir na área de reconhecimento de imagens, um assunto cada vez mais em voga na computação.
Ou pense num site de apostas em "trends", tipo o Intrade (http://www.intrade.com/). No Brasil, com certeza seria considerado jogatina e seria fechado.
Outro caso: não teríamos que discutir se não queremos cassinos on-line? Não seria bom? Daria dinheiro para muita gente.
Ou seja, falta muita inteligência e nada é feito em termos de legislação...O que é feito, é feito de maneira não-inteligente...Hiper-regulação e baixa inteligência...Seria melhor que o Senado não legislasse para a Internet. Quando o faz, faz errado.
1 de Abril de 2009 12:36
Tenho uma grande idéia, mais não tenho dinheiro para materializar, transforma em um produto, como encontrar uma empresa seria, que atue em investimentos de novas ideias e quais os meios de segurança, que posso usar para me proteger de maus feitores.
joacy@supercabo.com.br
1 de Abril de 2009 23:27
Você pode procurar alguma incubadora de projetos, que foram citadas por aqui em http://www.inovacaoenegocios.com/2008/11/incubadoras-oportunidade-para-quem-est.html ou empresas que financiem projetos. Quanto a proteção, você pode utilizar um termo de confidencialidade, que deve ser assinado antes da apresentação da idéia.
21 de Maio de 2009 21:23
( A )
Amigo,
Achei interessante a matéria que abordou.
O título é interessante e nos remete, talvez, a incapacidade do brasileiro em não conseguir desenvolver algo de interessante na internet. Claro que, assim como você e todos que postaram os comentários aqui, sabemos que isso é uma inverdade. Existem outras forças presentes e também ocultas que nos emperram e muito. Mas porque então, nós, brasileiros, não conseguimos criar algo de grandioso, fabuloso na internet, que comova milhões de pessoas?
Interessante lembrar, que esta é uma realidade que abrange todos os segmentos na ciência, tecnologia, relações humanas, qualquer área do conhecimento. No Brasil, os brasileiros encontram dificuldades de inserir seus projetos e tocar para frente suas idéias, e não é só por causa do dinheiro.
Mas focando no caso da internet...
Primeiramente temos que nos lembrar que somos um país que copia muito, mas quem copia não são as mentes brilhantes deste país e sim aqueles que querem ganhar dinheiro com algo que já esta fazendo sucesso... em um país desenvolvido naquela parte norte do globo... conquistando assim, nossas massas desorientadas. Bom, se lá deu certo, aqui também!!! É assim...
Continua...
21 de Maio de 2009 21:24
( B )
As disparidades entre Brasil e Estados Unidos são tremendas, no ponto de vista financeiro, cultural...na cabeça das pessoas.
Pra começar, na internet ou você cria um belo site de relacionamentos; um belo site de vídeos; ou belo site de microblogs; ou um belo site de buscas; ou não cria nada! pois a grande maioria dos internautas deste globo, passam mais horas em sites de entretenimento do que em outras coisas Sites de e-commerce tem outra finalidade. Portais de Busca, com anúncios, etc, se não inventarem formas diferentes de visualizar produtos e serviços estarão com os dias contados... tem uma história muito bonita pra contar para quem queria se meter neste segmento: “Era uma vez, uma empresa que engolia tudo, outras empresas pequenas, dominava o mercado de buscas e que desejava que a internet, um dia, fosse toda dela...” Bom, temos bons exemplos dos tipos de sites relacionados, todos criados nos EUA...os fenômenos da internet.
Continua...
21 de Maio de 2009 21:25
( C )
São coisas bobas, que fazem sucesso e que dão prazer aos internautas, que viraram fenômeno, seja o assistindo um vídeo de seu artista preferido ou vendo as fotos novas do amigo no final de semana na praia. Estas idéias não surgiram só nos EUA. Em muitas cabeças brilhantes espalhadas pelo globo estas idéias estavam germinando e parecidas. Surgiram primeiro nos EUA justamente pelo apoio que lá os desenvolvedores tem. Lá, qualquer projeto mais simples que seja recebe um aporte grande de investimento e toda uma estrutura tecnológica, coisa de milhões, se não der certo, tudo bem, fazer o que, as pessoas lá, são levadas pela emoção, qualquer bobagem que se crie, vira febre e repercute no mundo como se fosse a descoberta do século. Sem contar que lá, você não encontra um país em que as oportunidades são grandes, quase todas as pessoas tem computador, acesso a internet por banda larga, etc. E aqui, como funciona isso? aqui, ainda temos pessoas em que vivem em regiões que desconhecem energia elétrica e muita, muita gente que não tem acesso a internet. Um país em que as pessoas ainda acham que internet é coisa do outro planeta, que marketing na internet é uma grande bobagem e confiam muito menos em coisas criadas aqui. Mas tirando tudo isso, aqui no Brasil, temos grandes mentes, pessoas que estão criando coisas fabulosas na internet, funcionais, mas como a bandeira não vem de fora, há um certo preconceito. Fora que “n” motivos fazem com que um projeto legal não vá para frente, tais como:
a) Tempo para pensar mais e refletir melhor: Aqui, ao contrário do que nos EUA, nossos jovens, além de se dedicarem ao seu projeto com todo o amor e suor, ainda tem que se preocupar em poder pagar a faculdade, se virar para se manter, se alimentar, tratar de problemas de família, vida difícil, estudos, etc, é muita coisa na cabeça, muita preocupação, isso não é fácil, e mesmo assim estão vencendo, que tal? Estes que são os superbrasileiros...vai ver se encontra isso em algum país desenvolvido?
Continua...
21 de Maio de 2009 21:27
( D )
b) Apoio moral: Muitos dos Grandes Projetos levaram anos para chegarem a maturidade. Os brasileiros não podem se envolver em projetos enormes, não existe paciência dos financiadores para isso.
c) Falta de incentivo financeiro e grandes parceiros: Investidores no Brasil são muito protencionistas, descrédulos e para investir um real, envolvem-se num ritual gigantesco para que você prove que aquilo dá certo. Infelizmente se envolvem mais em estudos de mercado para o risco de investimento. Não sabem conciliar este risco com a confiança intuitiva, de que algo dará certo. Existem inúmeros casos de projetos desacreditados que se tornaram sucesso, o mesmo acontece no contrário. Ninguém sabe exatamente o que se passa na cabeça do internauta, nos aproximamos do perfil através de alguns estudos de comportamento, mas além disso, só a intuição vale, é a questão de “apostar para dar certo”...nos EUA se tem esta margem, aqui não se oferece isso.
d) Bancos: Vivem de juros e taxas, emprestam menos do que captam são os mais lucrativos do mundo no Brasil, fora os obstáculos burocráticos para se conseguir um real emprestado. Criam listas negras de maus pagadores, se comunicam entre si, e se um dia você que está desenvolvendo um projeto de internet entrou no cheque especial e atrasou uma conta, pode ter certeza que eles vão saber disso antes de te conceder algum crédito.
e) Políticas de incentivo a pesquisa: São falhas, e ineficientes no País
Continua...
21 de Maio de 2009 21:28
( E )
f) Empresas de internet: Maioria das grandes empresas de internet no Brasil são fechadas para projetos externos, não experimente ir oferecer um projeto legal para uma delas que vão te convencer que ele é uma porcaria, te desestimulam ao máximo e depois pegam suas idéias. Para elas, um simples portal com alguns aplicativos e notícias é mais que suficiente.
g) Forças ocultas, tais como inveja, boicotes, etc: São comuns em todas as fases de bons projetos, muitos deles são destruídos pela simples inveja do colega, ou de um concorrente, e até por grandes companhias que se sentem ameaçadas.
h) Divulgação: Algo que é bom aqui no Brasil é pouco divulgado.
i) A cultura do “aqui não dá certo”, “isso é bobagem”, “não vale a pena” são constantes na vida de quem está se envolvendo em algum projeto de internet.
j) Tudo que é de fora é bom: é a velha cultura.... o que é bom é de fora...é supervalorizado, é mais interessante, mais bonito, mais legal...se tivessem lançado um site de relacionamento aqui no Brasil antes do FACEBOOK ou ORKUT, com certeza os desenvolvedores ouviriam de um investidor privado ou uma grande empresa de internet: “não, que palhaçada é essa, grande bobagem! E aí as coisas não sem do papel aqui, ao contrário do que nos EUA, e lá eles acabam lançando primeiro.
k) Em inglês tudo é mais bonito: Experimente lançar um site chamado “Delicioso” aqui para ver se vai dar certo...se fosse em inglês...hummm...acho que sim!
Bem, estes são alguns do motivos, existem muitos outros, mas esta é o depoimento de quem também quer mostrar bons projetos de internet que com certeza são bem mais úteis do que estes que estão na moda.
Eduardo