Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

O futuro da internet e computadores

Apesar de ser mais fácil fazer o futuro do que prevê-lo, segundo Alan Kay, tentarei trazer aqui alguns fatos que estão acontecendo pelo mundo para observarmos algumas tendências. No quesito internet estamos vendo cada vez mais o conceito de cloud computing se estabelecendo, as empresas como Google, Yahoo, Microsoft, Amazon e IBM oferece serviços, armazenamento e processamento de dados. Na ponta do iceberg temos os serviços de desktop virtuais que já foi mostrado por aqui como grandes promessas, mas não percebemos que já existe uma grande quantidade de serviços e aplicações que já utilizam esse conceito de cloud computing: Flickr, Youtube, Gmail, Google Docs, Slideshare são alguns exemplos.
Mas se você ainda está confuso sobre o conceito e quais impactos dessa tecnologia, vamos esclarecer. Para usuários comuns como eu e você o maior impacto é que teremos serviços e armazenamento disponível a qualquer hora e em qualquer lugar, podemos acessar nossas fotos, vídeos, arquivos, apresentações e até mesmo softwares como é o caso do Google Docs. Não precisamos nos preocupar com licenças, se existe espaço disponível no PC, se ele terá problemas ou se perderei meus arquivos, estará tudo na Internet disponível para você. Para as empresas é um ganho imenso, não é necessário custo com servidores, manutenção e até energia pois os servidores e serviços estarão sendo oferecidos por terceiros.
Para quem oferece os serviços também é proveitoso pois a manutenção e instalação de software será apenas nos seus servidores, não necessário mais ir até o cliente fazer a manutenção ou atualizar o software, reduzindo a equipe de manutenção e o stress com os clientes.
Mas o que tudo isso causa de impacto nos computadores? A reportagem do Jornal Hoje mostra e também explica o termo cloud computing segundo a visão do Google. Os computadores irão mudar pois para utilizar esses serviços precisam apenas de acesso a Internet, pouco armazenamento e processamento. Aparelhos como iPhone e Smartphones já fazem isso, e o que podemos notar é a oportunidade de popularizar a Internet e os computadores já que eles não necessitarão de tantos recursos para utilizar os serviços. Projetos de laptops de baixo custo estão acontecendo mundo a fora para aproveitar essa mudança, aqui no Brasil inclusive existe esse esforço.
Novos modelos de computadores começam a aparecer e a dar mais impulso ao conceito de computação onipresente, onde os computadores estarão ao nosso redor ou até mesmo no corpo das pessoas. Exemplos como o Jack PC começarão a aparecer cada vez mais.
Para a TV traz um impacto grande, as pesquisas mostram que houve uma queda no interesse dos jovens pela TV nos EUA. É necessário uma TV interativa, de bom conteúdo e sem grandes complicações para o usuário, caso o contrário irá perder feio para a Internet, onde o usuário é quem manda, escolhe o que acessa e quando irá acessar o conteúdo, além de compartilhar e discutir esse conteúdo.

Já por aqui no Brasil...
na Internet vemos falcatruas e leis retrógradas

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  1. Jaqueline Amorim  

    Eu já armazeno muitos dos meus arquivos na própria internet. É um jeito de optimizar o meu PC. Se começarem a melhorar os sistemas de arquivamento online seria uma ótima pois ainda há um risco de nossas informações vazarem na rede... Boa noite! :D

  2. Marcus Aragão  

    Leandro,

    Parabéns pelo post!

    O que eu tenho a comentar é o seguinte:

    Estamos vivendo uma época sem precedentes em termos de tecnologia, mas fazendo um retrospecto, nos anos 80 tínhamos nas empresas os mainframes, grandes em tamanho, ocupando um andar inteiro da empresa, tudo era centralizado. Conceitualmente estamos voltando à época em que usávamos os famosos terminais de vídeo, tipo IBM 3278, que nada mais era do que uma estação "burra" de trabalho e que eram utilizados para executar programas e fazer consultas a dados centralizados.

    Quando apareceram os microcomputadores, nem a IBM acreditou que chegaríamos onde chegamos. Mas hoje o que está comandando toda essa mudança são os custos e a possibilidade de ganhos com publicidade. Ou você acha que essa computação em nuvem, tão defendida pelo Google, não tem por trás alguma intenção?.

    Para as empresas, resta dar um passo à frente e confiar em seu provedor de serviços, entregando-lhe todos os seus dados, coisa que eu acho que ainda levará algum tempo para que isto torne-se realidade plena. A questão segurança da informação sempre tem peso alto quando a empresa pensa em realocar os seus sistemas e dados para fora de seus domínios. Para mim, isto somente vai acontecer quando tivermos a total certeza de que não vamos estar vulneráveis ou quando a nova geração - com a cabeça aberta à evolução - assumir a direção dos grandes grupos empresariais.

    Abraços,

    Marcus Aragão

  3. Leandro Reinaux Almeida  

    Concordo com você Marcus, é necessário contratos bem definidos e segurança na hora de deixar os dados nas mãos de terceiros olhando pelo lado das empresas. Pelo lado dos usuários comuns o Google já tira de letra na questão de publicidade, vemos isso constantemente. É o "preço que pagamos" pelo serviço gratuito e de ótima qualidade.

  4. Marcus Aragão  

    Eu sou um tremendo fãn do Google, e utilizo muito do que ele oferece, principalmente, o Gmail e o Google Docs. Sem contar as pesquisas que faço na Internet utilizando o seu motor de buscas. Mesmo assim, tomo muito cuidado com relação ao que eu armazeno nos "servidores da vida".

    Já tivemos algumas amostras do que pode ocorrer quando você abre muito suas informações em redes sociais, mesmo com os cadeados para acesso somente de seus familiares. O pessoal quebra, a segurança ainda é o ponto de fragilidade!

    Putz, parece até que eu sou contra a evolução, mas não quero deixar esta imagem,pois não é a verdadeira. Pelo contrário, eu sou um entusiasta das novas tecnologias, conceitos e metodologias.

    Que venham as nuvens! :-)

  5. Rafa Petrillo  

    CAra, muito legal seu blog. Rola parceria? Estou adicionando seu link lá no Diário. Abraço

  6. Victor Oliveira  

    Leandro,
    o texto ficou super interessante, mostrando um pouco de como o futuro se encaminhará na era da internet e smartphones, essa semana li uma matéria muito parecida que falava justamente de como os computadores vão mudar daqui para frente, dando exemplo do iphone onde no futuro todos estarão com um gps e internet móvel em seu bolso ao alcance da sua mão.

    Uma coisa interessante que vim observando é que muitas pessoas se opõe a esses avanços tecnológicos. Pude acompanhar desde o lançamento do meu blog que muitas pessoas estão satisfeitas com a tecnologia atual e o futuro pouco importa ou talvez sejam só especulações do fanáticos por tecnologia como nós.
    Um exemplo disso que me chamou muita atenção foi um post recente que fiz sobre HDTV, onde recebi um comentário que dizia, eu prefiro a minha 0TV normal de 20 polegadas.
    Achei esse comentário tão retrógrado que dispertei interesse pela situação.
    Com base nesses comentários fiquei me perguntando porque isso acontece tanto aqui no Brasil, e você toca num ponto importante
    "Já por aqui no Brasil...
    na Internet vemos falcatruas e leis retrógradas"
    Será mesmo que é esse o principal fator pra que isso aconteça ou é ao mais psicológico? Como um bloqueio ao avanço tecnológico?
    Estou começando a escrever sobre isso, asssim que tiver mais coisas gostaria de saber sua opnião sobre o assunto para agregar a minha pesquisa.

    Um abraço
    Victor Oliveira

  7. Leandro Reinaux Almeida  

    Victor,
    Qualquer pessoa é resistente a mudança, principalmente aqueles que não estão por dentro do contexto do que está acontecendo pelo o mundo a fora. Não acredito que seja um problema apenas do Brasil, é difícil chegar para uma pessoa leiga de tecnologia e dizer que toda sua vida vai mudar ou que terá que usar vários aparelhos.
    Somos um país ainda em desenvolvimento quanto a tecnologia, os pólos tecnológicos ainda estão em formação por aqui, então até chegar no mesmo nível de maturidade de outros lugares mais desenvolvidos demora, por isso que sentimos um pouco dessa resistência quando anunciamos previsões do que está acontecendo por ai a fora.

    Abraço,

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